O SGPU até hoje

Nº de pneus ligeiros tratados:

Emissões evitadas (t CO2eq):

Consumo de energia evitado (GJ):

Sabia que a energia consumida na recauchutagem de um pneu usado é 2,5 vezes inferior à utilizada na produção de um pneu novo?

Sabia que o processo de reciclagem de pneus usados transforma-os em matérias-primas que se utilizam para pavimentar, por exemplo, parques infantis e campos desportivos, entre outras aplicações?

Sabia que os pneus usados podem ser utilizados como combustível alternativo nos fornos das cimenteiras, num processo que recupera parte da sua energia?

Sabia que se andar com menos 0,6 bar de pressão em relação ao recomendado o seu pneu pode durar metade do expectável?

Sabia que todos os pneus vendidos a partir de Novembro de 2012 irão estar rotulados com informação relativa à eficiência energética, nível de ruído e segurança de travagem?

Sabia que a utilização de pneus como alternativa aos combustíveis fósseis permite a redução de emissões de CO2 devido à combustão da biomassa constituinte do pneu (derivado da borracha natural)?

Sabia que em 10 anos (2003-2012), os pneus recolhidos e valorizados pela Valorpneu davam para completar 2 voltas à Terra?

Sabia que em 10 anos (2003-2012), a borracha natural reaproveitada na reciclagem de pneus usados evitou a sua extração em 4.000.000 de árvores?

Sabia que em 10 anos (2003-2012), a energia gerada pela valorização dos pneus usados da Valorpneu dava para produzir o cimento necessário à construção de 11 estádios de futebol?

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15º Encontro Anual da Valorpneu em Monsaraz

30 Out 2017

O 15.º Encontro Valorpneu decorreu nos dias 23 e 24 de outubro em Monsaraz. Este ano, para além de todos os parceiros da rede, o encontro contou com a presença do Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, que começou por felicitar o excelente trabalho e resultados obtidos da entidade gestora ao longo destes 15 anos de atividade, revelando-se um caso de sucesso em Portugal e até um exemplo para outras entidades gestoras internacionais que lhe seguiram os passos.

O Secretário de Estado do Ambiente protagonizou o momento mais aguardado pela Valorpneu e por todos os operadores do sistema anunciando que: “Assim que o projeto UniLEX esteja concluído na Comissão Europeia, e a partir do momento que a concessão da licença dependa apenas do Estado português, a licença da Valorpneu será atribuída. O projeto UniLEX atrasou, mas espera-se que até ao final do ano fique fechado, podendo a licença da Valorpneu ser atribuída logo no primeiro trimestre de 2018”.

O projeto UniLEX consiste na consolidação da legislação em matéria de Fluxos Específicos de Resíduos, a qual deverá ter em consideração o novo “Pacote Resíduos” no quadro da estratégia da economia circular, e se encontra em processo de notificação nas instâncias comunitárias. “Pretende-se, entre outros aspetos, tratar de igual forma o que é igual, visando a desejável harmonização, mas garantir e salvaguardar as diferenças e especificidades de cada fluxo de resíduos, mantendo de forma distinta o que deve ser efetivamente tratado de forma diferente”, refere o Secretário de Estado.

A Valorpneu já se pronunciou sobre este documento no sentido da melhoria do mesmo, assinalando incoerência e a forma de ultrapassar obstáculos à economia circular no âmbito do Sistema Integrado de Gestão de Pneus Usados.

Durante a abertura da sessão, na voz de Hélder Pedro, gerente da Valorpneu, foi feita uma breve apresentação da atividade da empresa nos últimos anos e expostos alguns constrangimentos que dificultam e causam instabilidade no desempenho da entidade gestora. Estas preocupações prendem-se essencialmente com a concessão da 3.ª licença da Valorpneu, que se prolonga desde final de 2013 com prorrogações sucessivas, e com “algumas exposições do diploma que atualmente é público e que a manter-se a redação apresenta alguns desajustes relativamente a este fluxo de resíduo e à realidade do contexto europeu”, refere o responsável. Estes desajustes dizem respeito, por exemplo, aos objetivos de gestão definidos para a reutilização e recauchutagem de pneus usados, mesmo que integrados em conjunto com a reciclagem, que se revelam demasiado ambiciosas e geradores de desvios face à realidade nacional e internacional, traduzindo-se este desvio num encargo adicional para a Valorpneu através do pagamento da TGR (Taxa de Gestão de Resíduos).

O Secretário de Estado da tutela, anotou as preocupações da entidade gestora relativamente a alguns pontos do diploma, nomeadamente às metas de gestão, e mostrou disponibilidade para, caso seja necessário, “proceder a alguns ajustes e fazer uma aproximação bastante mais realista do que é hoje o sector”.

Carlos Martins aproveitou ainda a oportunidade para falar sobre a nova geração de licenças de fluxos específicos de resíduos, oriundas do UnilEX, destacando cinco focos fundamentais, nomeadamente, privilegiar os valores ambientais, apostar na sensibilização e comunicação junto dos cidadãos, investir na investigação e desenvolvimento, gerir fluxos com eficiência e reforçar o papel da administração pública no acompanhamento e gestão da atividade das entidades.

O encontro prosseguiu num formato diferente do habitual em encontros passados, mas que se revelou muito eficaz e produtivo para discussão de ideias e tentativa de resolução de problemas que afetam o setor. Foram promovidos dois painéis. O primeiro dedicado ao tema “Atualidade e perspetivas no domínio do fluxo de pneus usados”, com representantes da DGAE, da IGAMAOT e da APA, liderado por Climénia Silva, diretora geral da Valorpneu. O segundo painel com o mote “A dinâmica dos operadores da rede e tendências da indústria do setor”, com representantes da indústria da reciclagem (Recipneu, Biosafe e Biogoma), da recauchutagem (José Gomes) e ainda Paulo Mesquita, da Lusitano Pneus, e Luís Realista, da AVE – Gestão Ambiental e Valorização Energética. Este painel foi moderado por Neusa Guerreiro, gerente da Valorpneu.

No primeiro painel, Carla Pinto (DGAE), refere que: “Numa área de negócio de interesse público como esta, a nossa intervenção tem como principal objetivo que as metas sejam cumpridas, mas que sejam cumpridas de forma eficiente”. Relativamente ao desafio que a nova geração de licenças vai impor, Carla Pinto destaca a obrigatoriedade das entidades gestoras de planos plurianuais no que diz respeito à prevenção de produção de resíduos, à sensibilização, comunicação e educação e ainda à investigação e desenvolvimento. “Isto obriga a que as entidades gestoras tenham obrigação de ter uma estratégia sólida e de continuidade nestes domínios”, sublinha.

Mafalda Mota (APA) salienta dois desafios que se vão colocar com esta nova geração de licenças, nomeadamente, as guias eletrónicas de acompanhamento de resíduos (e-GAR) e o registo de produtores, ambos obrigatórios a partir de janeiro de 2018.

Mário Grácio (IGAMAOT) refere que sentiu dificuldades em identificar situações que não se encontrassem conforme neste fluxo e as que existiam seriam ultrapassadas com o escoamento do material que tem como destino a reciclagem.

No segundo painel foram tecidos vários elogios relativamente ao papel da Valorpneu enquanto entidade gestora do sistema de pneus usados, “sendo a boa solução para o problema da gestão de pneus usados em Portugal, trazendo organização, método, planeamento e controle”. Neste painel foram ainda lançados vários desafios para potenciar a geração de valor na rede.

Durante o 15º Encontro da rede Valorpneu foi ainda atribuído o Prémio de Recolha 2017, este ano ao Ponto de Recolha Ecomais, SA, de Leiria. Um prémio no valor de 5 000 Euros.

A sessão de trabalho terminou com uma apresentação de Elisabete Jacinto, piloto, sob o mote “As vitórias do futuro constroem-se no dia a dia”, falando da sua experiência enquanto piloto e da sua vontade ilimitada de “vencer” e superar os seus limites.


Galeria de fotos - ver aqui.




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